sexta-feira, 26 de março de 2021

Construtivismo: a construção da arte na URSS

 Construtivismo: a construção da arte na URSS


O Construtivismo foi um movimento de vanguarda artística que se difundiu principalmente após a Revolução Russa de 1917, que resultou na queda do regime czarista de Nicolau II, e depois do Governo Provisório, com a tomada do poder pelo Partido Bolchevique liderado por Lenin, caracterizando-se pelo desenvolvimento de uma relação entre arte e política.


O nome Construtivismo, tanto quanto o firmamento do movimento, deu-se em 1920, com a publicação do Manifesto Realista dos irmãos Gabo e Pevsner. A seguir um dos principais trechos e princípios do Construtivismo, onde os artistas se autodeclaravam autênticos proletários da arte:


Manifesto realista – Gabo e Pevsner, Moscou, 1920


Nós dizemos:

Espaço e Tempo renasceram hoje para nós.

Espaço e Tempo são as únicas formas sobre as quais a vida se constrói, e sobre eles, deve-se edificar a Arte.

Perecem os Estados e os sistemas políticos e econômicos; as ideias se derrubam sob a força dos séculos, mas a vida é forte; ela cresce e é imparável. O tempo prossegue no seu ritmo real. Quem nos mostrará formas mais eficazes que estas? Quem será o gênio que nos dê fundações mais sólidas que estas?

Que gênio nos contará uma lenda mais maravilhosa que a fábula prosaica que se chama vida?

O ato de nossas percepções de mundo em forma de Espaço e Tempo é o único objetivo da nossa arte plástica.

Não medimos nosso trabalho com a métrica da beleza e não o pesamos com o peso da ternura e dos sentimentos.

Com o fio de prumo na mão, com os olhos infalíveis como dominadores, com um espírito exato como uma bússola, edificamos nossa obra do mesmo modo que o Universo conforma a sua, do mesmo modo que o engenheiro constrói as pontes e o matemático elabora as fórmulas das órbitas. Sabemos que tudo tem uma imagem própria essencial: a cadeira, a mesa, a luminária, o telefone, o livro, a casa, o Homem. São mundos completos com seus ritmos e suas órbitas. Por isso, na criação dos objetos nós tiramos os rótulos do dono, totalmente acidentais e falsos, e saímos da realidade do ritmo constante das forças neles contidas.

1) Por ela, na pintura renunciamos à cor como elemento pictórico: a cor é a superfície óptica idealizada dos objetos; é uma impressão exterior e superficial; é um acidente que nada tem em comum com a essência mais íntima do objeto. Afirmamos que a tonalidade da substância, quer dizer, seu corpo material que absorve a luz, é a única realidade pictórica.

2) Renunciamos à ideia como valor descritivo: na vida não existem linhas descritivas; a descrição é um signo humano acidental nas coisas, não forma uma unidade com a vida essencial nem com a estrutura constante do corpo. O descritivo é um elemento de ilustração gráfica, é decoração. Afirmamos que a linha só tem valor como direção das forças estáticas e de seus ritmos nos objetos.

3) Renunciamos ao volume como forma espacial pictórica e plástica: não se pode medir o espaço com o volume, como não se pode medir um líquido com métrica; olhemos o espaço... O que é ele senão uma profundidade continuada? Afirmamos o valor da profundidade como única forma espacial pictórica e plástica.

4) Renunciamos à escultura enquanto massa entendida como elemento escultural. Todo engenheiro sabe que as forças estáticas de um corpo sólido e sua força material não dependem da quantidade de massa; por exemplo: uma via férrea, um pergaminho em forma de T, etc. Mas vocês, escultores de cada sombra e relevo, ainda se prendem ao velho prejuízo, segundo o qual não é possível desmembrar o volume da massa. Aqui, nesta exposição, pegamos quatro aviões e obtivemos o mesmo volume como se fossem quatro toneladas de massa. Por ela, reintroduzimos na escultura a linha como direção e nesta afirmamos que a profundidade é uma forma espacial.

5) Renunciamos ao desencanto artístico enraizado há séculos, segundo o qual os ritmos estáticos são os únicos elementos das artes plásticas. Afirmamos que nessas artes está o novo elemento dos ritmos cinéticos enquanto formas basilares de nossa percepção do tempo real. Estes são os cinco princípios fundamentais do nosso trabalho e da nossa técnica construtiva.

Tradução realizada por André Levy.



O Manifesto, por si só, demonstra o ideal do Construtivismo: fundir ideologia e arte, explicitando a importância desta última, bem como de sua função social e política, que deveria ter seu papel prático, socialmente útil, se distanciando cada vez mais da tirania do indivíduo na arte e da concepção aburguesada de que a arte serve apenas como uma decoração, e não como demonstração de uma organização social.

Sua origem teve referências no Cubismo e Futurismo, outras vanguardas da época. Porém, colocava-se contra a arte burguesa como um todo, renegando uma produção artística cujo o fim é ela mesma, comprometendo-se com a arte aplicada, tornando-se o primeiro movimento artístico intimamente ligado à ideologia marxista e ao organismo comunista revolucionário.


A linguagem inovadora, que propunha em grande parte uma libertação dos estilos europeus vigentes, era visivelmente identificada pelos traços nas diagonais, uso de formas geométricas e cores primárias, contando com fotomontagens pensadas e elaboradas como uma construção, além de na arquitetura ser responsável por um estilo ousado e futurista, com edifícios pensados para a vivência coletiva e planejada.

Nesse sentido, muito do que se via na arte construtivista era fonte das preocupações dos artistas em entender qual o seu papel e qual a função da arte numa nova sociedade, que buscava a eliminação de uma hierarquia de classes. Por isso, para o movimento, a arte deveria se integrar à vida cotidiana, sair dos museus, teatros, palácios e salões; não mais fabricar para o luxo dos ricos, mas sim para a vida do povo, promovendo uma aproximação, tendo uma função precisa no desenvolvimento de uma nova cultura; promover a excitação revolucionária e consequentemente a potencialização das faculdades inventivas, conferindo um sentido criativo à revolução e dando ao povo provas concretas e visuais da revolução e da transformação do meio em que se vive, por exemplo, com às construções arquitetônicas realizadas nesse período.


O construtivismo não pretendia ser um estilo abstrato em arte nem mesmo uma arte, pense. Em seu âmago, era acima de tudo a expressão de uma convicção profundamente motivada de que o artista podia contribuir para suprir às necessidades físicas e intelectuais da sociedade como um todo, relacionando-se diretamente com a produção de máquinas, com a engenharia arquitetônica e com os meios gráficos e fotográficos de comunicação. Satisfazer às necessidades materiais, expressar às aspirações, organizar e sistematizar os sentimentos do proletariado revolucionário - eis o objetivo: não a arte política, mas a socialização da arte (SHARF apud CARTAXO, 1992, p.42).


Alguns dos mais conhecidos artistas desse período na União Soviética eram Malevich, Tátlin, Kandinsky, Ródtchenko e Maiakovsky, que a partir dos primeiros meses de 1918 dirigem e difundem a arte bolchevique. Um dos maiores desafios desses artistas-construtores era escapar do controle academicista da arte e do conservadorismo, promovendo uma arte do meio industrial que pudesse expressar o ritmo do tempo, dos novos tempos da cultura metalizada que se desejava. Maiakovsky fez uma bela observação sobre a diferença dessa vanguarda e das outras presentes pelo restante da Europa:


Pela primeira vez, uma palavra nova na arte, o construtivismo, não veio da França, mas da Rússia. É mesmo de causar surpresa que esse termo se encontre no léxico francês. Não o construtivismo dos artistas que transformaram o ótimo e necessário fio de ferro e a lata em estruturas inúteis. Mas o construtivismo que entende a elaboração formal do artista apenas como engenharia, como um trabalho indispensável para dar forma a toda a nossa vida prática. Isso os artistas franceses devem aprender na nossa escola. Nisso não valem as conjecturas cerebrais. Para construir uma cultura nova é preciso um terreno virgem. É preciso a vassoura de outubro. Mas qual é o terreno da arte francesa? O parquet dos salões parisienses (Apud CARTAXO, p. 40, 1992).


Esses artistas da vanguarda acreditavam que a arte deveria ter uma relação direta com a vida, sendo utilitária para a sociedade e, dessa forma, o movimento foi um grande precursor de inovações nos ramos da publicidade, tipografia e design, redirecionando a estética dos bolcheviques em suas propagandas partidárias na época e ainda hoje sendo de grande referência para os estudos nessas áreas.


O Monumento mais famoso idealizado pelos construtivistas, mais especificamente por Tátlin, fora o Monumento a III Internacional, onde ele subvertia a ideia da escultura como uma forma fechada. Criando uma valorização do vazio por onde circula o ar, ele tinha como princípio “materiais reais no espaço real” que orientaria sua criação para que a obra de arte fosse inserida de forma prática na sociedade, sendo o Monumento – que, infelizmente, não fora construído – um grande símbolo do dinamismo que se buscava para a vida pós-revolução.



Monumento à III Internacional. Tátlin, 1920.

A arquitetura soviética moderna baseia-se principalmente no sólido método materialista. Não contém niilismo algum e em qualquer caso realça as exigências da expressão formal, mas fundamenta-se por completo nas particularidades funcionais do seu objeto em conjunto e de cada um dos seus elementos. A nossa frente de arquitetura moderna assenta no princípio de uma obra arquitetónica acabada, como qualquer outra coisa autenticamente moderna, não é um objeto que possua valor estético acrescentado, sem um objetivo concreto, organizado, racionalizado e sistematizado, cujo método de organização incorpora as máximas possibilidades da sua expressão. A nossa frente de arquitetura moderna baseia-se nos princípios sãos do Construtivismo, num método de pensamento funcional, um método que assinala ao arquiteto o rumo da sua atividade de modo preciso e lhe dita uma ou outra forma para a sua tarefa, dependendo das condições reais que se apresentam em frente dele (GINZBURG apud BRITO, p. 21, 2018).


Tátlin e Ródtchenko defendiam abertamente que os artistas deveriam se tornam técnicos, direcionando suas energias diretamente em benefício do proletariado. A partir dessa ideologia que inspirou o construtivismo, fora criado o “objeto construtivista”, que nada mais era que uma resposta ao fetichismo da mercadoria descrito por Marx, com o intuito de racionalizar o desejo do consumidor e sua relação com o produto. A ideia era levar os artistas às indústrias e promover uma aproximação, por meio da arte, das relações de produção e relações pessoais decorrentes destas. O “objeto construtivista”, que era produzido em grande escala, pode ser bem exemplificado pelas influências de Stepanova na moda, onde além de buscar uma androginia nas vestimentas, promovia roupas mais confortáveis e com materiais mais facilmente conseguidos na época.

O construtivismo, primeiro movimento artístico com reivindicações marxistas que se propunha a aliar arte e política, fora desautorizado em meados de 1930, após a morte de Lênin e a respectiva ascensão do Realismo Soviético. Porém, todas as contribuições dos construtivistas refletem ainda hoje, não se perdendo com o tempo, e ainda são um exemplo inconteste da tentativa de usar a arte para uma Nova Cultura.


Fonte:- https://www.novacultura.info/post/2021/03/19/construtivismo-a-construcao-da-arte-na-urss   


Referências



BRITO, Miguel Ângelo Pintado de. Desconstrutivismo : da origem à ação. Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, Faculdade de Arquitetura e Artes da Universidade Lusíada de Lisboa. Lisboa : [s.n.], 2018.

CAPPELLARI, Moara Feola. O construtivismo russo na cenografia do teatro de vanguarda: Uma análise do espetáculo “O cornudo magnífico”. São Paulo, 2016.

CARTAXO, Zalinda Elisa Carneiro. Concretismo brasileiro: a singularidade do movimento construtivo nacional. Rio de Janeiro, UFRJ, EBA, 1992.


CUNHA, Gabriel Rodrigues da. A arquitetura russa nos primeiros anos da revolução: O Construtivismo e a noção do condensador social. USP- São Carlos. s/ano.


GABO, Naum. PEVSNER, Antoine. Manifesto realista - versão em inglês. Moscou, 1920. Disponível em: <https://391.org/manifestos/1920-realist-manifesto-naum-gabo-antoine-pevsner/>. Acesso em: 05 de março de 2021.


GABO, Naum. PEVSNER, Antoine. Manifesto realista - versão em espanhol. Moscou, 1920. Disponível em: <http://obrarealista.blogspot.com.br>. Acesso em: 05 de março de 2021.

LEITE, Tamires Moura G. KANAMARU, Antônio Takao. O Experimento da Roupa Construtivista na União Soviética. XXIX Simpósio Nacional de História. 2017.

NASCIMENTO, Marisa. Mudança de perspectiva - O grande expoente do construtivismo contribuiu para nova visão da arte e da imagem. Jornal Laboratório do Curso de Jornalismo - PUC-SP. Abril, 2011.

VITTA, Thaís de Angelis. Revolução e Revelação: Ideologia e Poética de Composição na Fotografia e no Cinema do Construtivismo Russo. ARTEREVISTA, n. 6, ago./dez. 2015, p. 91-106.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Por que os psicopatas chegaram ao poder - Outras Palavras

O problema, na verdade, é o sistema no qual essas pessoas competem. Personalidades tóxicas prosperam em ambientes tóxicos. Aqueles que deveriam ser menos confiáveis para assumir o poder são justamente os que mais provavelmente vencerão. Um estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology  sugere que o grupo de traços psicóticos conhecido como “domínio sem medo” está associado a comportamentos amplamente valorizados nos líderes, tais como tomar decisões ousadas e sobressair-se no cenário mundial. Se assim for, nós, por certo, valorizamos as características erradas. Se para alcançar o sucesso no sistema é necessário ter traços psicopatas, há algo errado com o sistema.



Confiara em:- Por que os psicopatas chegaram ao poder - Outras Palavras



Se para alcançar o sucesso no sistema é necessário ter traços psicopatas, há algo errado com o sistema.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

sábado, 24 de fevereiro de 2018


Lembra da musica de Vinícius de Moraes?

A "Tonga da Mironga do Cabuletê "...

Isto é cultura !!!!!! 


Ano de 1970.Vinícius e Toquinho voltam da Itália onde haviam acabado de
inaugurar a parceria com o disco "A Arca de Noé", fruto de um velho
livro que o poetinha fizera para seu filho Pedro, quando este ainda era menino.
Encontram o Brasil em pleno "milagre econômico". A censura em alta, a Bossa em
baixa.
Opositores ao regime pagando com a liberdade e a vida o preço de seus ideais.
O poeta é visto como comunista pela cegueira militar e ultrapassado pela
intelectualidade militante, que pejorativa e injustamente classifica sua música
de easy music.
No teatro Castro Alves, em Salvador, é apresentada ao Brasil a nova parceria.
Vinícius está casado com a atriz baiana Gesse Gessy, uma das maiores paixões de sua vida, que o aproximaria do candomblé, apresentando-o à Mãe Menininha do
Gantois.
Sentindo a angústia do companheiro, Gesse o diverte, ensinando-lhe xingamentos em Nagô, entre eles "tonga da mironga do cabuletê", que significa
"o pêlo do cu da mãe".
O mote anal e seu sentimento em relação aos homens de verde oliva inspiram o
poeta. 
Com Toquinho, Vinícius compõe a canção para apresentá-la no Teatro Castro Alves. Era a oportunidade de xingar os militares sem que eles compreendessem a ofensa.
E o poeta ainda se divertia com tudo isso: "Te garanto que na Escola Superior
de Guerra não tem um milico que saiba falar nagô".

Fonte: Vinicius de Moraes: o Poeta da Paixão; uma Biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.





Tonga da Mironga do Cabuletê

Toquinho e Vinicius de Moraes



Eu caio de bossa eu sou quem eu sou

Eu saio da fossa xingando em nagô

Você que ouve e não fala

Você que olha e não vê

Eu vou lhe dar uma pala

Você vai ter que aprender

A tonga da mironga do cabuletê

A tonga da mironga do cabuletê

A tonga da mironga do cabuletê

Você que lê e não sabe

Você que reza e não crê

Você que entra e não cabe

Você vai ter que viver

Na tonga da mironga do cabuletê

Na tonga da mironga do cabuletê

Na tonga da mironga do cabuletê

Você que fuma e não traga

E que não paga pra ver

Vou lhe rogar uma praga

Eu vou é mandar você

Pra tonga da mironga do cabuletê

Pra tonga da mironga do cabuletê

Pra tonga da mironga do cabuletê

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

PARTICIPAÇÃO DA PETROBRAS NO PRÉ-SAL: veja como cada senador votou

Participação da Petrobras no pré-sal: veja como cada senador votou

Toda a bancada do PT votou contra a aprovação do Projeto de Lei 131/2015, de autoria de José Serra (PSDB-SP), que desobriga a Petrobras de investir pelo menos 30% de todos os investimentos na exploração do petróleo em áreas consideradas estratégicas para o país. A exceção foi justamente o novo líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que substitui no posto o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), às voltas com a Operação Lava Jato, e se absteve de votar. Depois do anúncio do resultado de plenário, Humberto se disse dividido em razão do fato de o Planalto ter avalizado entendimento conduzido por um grupo de senadores do PMDB que, liderados por Romero Jucá (RR), articulou a aprovação de um texto substitutivo.

Confirmando o que o Congresso em Foco adiantou ontem (terça, 23) em primeira mão, a ampla maioria do PMDB e do PSDB se juntou em acordo para aprovar a matéria, considerada pelo PT como uma forma de privilegiar o capital estrangeiro em detrimento dos interesses da Petrobras. Já os defensores da matéria dizem que, em tempos de dificuldade financeira da estatal, alvejada pelos desvios de corrupção descobertos pela Lava Jato, ela será útil no combate à crise econômica.

Mesmo costurado o acordo, quatro peemedebistas votaram contra a matéria, contrariando orientação de bancada: Edison Lobão (PMDB-MA), João Alberto Souza (PMDB-MA), Roberto Requião (PMDB-PR) e Simone Tebet (PMDB-MS). Ao todo, 11 senadores e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que só vota em caso de empate, não registraram voto – entre eles Ricardo Ferraço (sem partido-ES), relator originário da matéria e favorável à sua aprovação, que está em viagem fora de Brasília. Caso a votação tivesse resultado em empate, Renan teria desempatado o jogo em favor da aprovação do projeto.


COMO VOTOU CADA SENADOR

ABSTENÇÕES
Cristovam Buarque (PPS-DF)
Humberto Costa (PT-PE)
VOTO SIM

VOTO NÃO

  1. Aécio Neves (PSDB-MG)
  2. Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)
  3. Alvaro Dias (PV-PR)
  4. Ana Amélia (PP-RS)
  5. Antonio Anastasia (PSDB-MG)
  6. Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
  7. Blairo Maggi (PR-MT)
  8. Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
  9. Ciro Nogueira (PP-PI)
  10. Dalírio Beber (PSDB-SC)
  11. Davi Alcolumbre (DEM-AP)
  12. Eunício Oliveira (PMDB-CE)
  13. Fernando Coelho (PSB-PE)
  14. Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
  15. Garibaldi Alves Filho (PSDB-PA)
  16. Gladson Cameli (PP-AC)
  17. Hélio José (PMB-DF)
  18. Ivo Cassol (PP-RO)
  19. José Agripino (DEM-RN)
  20. José Maranhão (PMDB-PB)
  21. José Medeiros (PPS-MT)
  22. José Serra (PSDB-SP)
  23. Lúcia Vânia (PSB-GO)
  24. Magno Malta (PR-ES)
  25. Marta Suplicy (PMDB-SP)
  26. Omar Aziz (PSD-AM)
  27. Otto Alencar (PSD-BA)
  28. Paulo Bauer (PSDB-SC)
  29. Raimundo Lira (PMDB-PB)
  30. Ricardo Franco (DEM-SE)
  31. Roberto Rocha (PSB-MA)
  32. Romero Jucá (PMDB-RR)
  33. Ronaldo Caiado (DEM-GO)
  34. Sandra Braga (PMDB-AM)
  35. Tasso Jereissati (PSDB-CE)
  36. Valdir Raupp (PMDB-RO)
  37. Vicentinho Alves (PR-TO)
  38. Waldemir Moka (PMDB-MS)
  39. Wellington Fagundes (PR-MT)



  1. Acir Gurgacz (PDT-RO
  2. Ângela Portela (PT-RR)
  3. Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
  4. Donizeti Nogueira (PT-TO)
  5. Douglas Cintra (PTB-PE)
  6. Edison Lobão (PMDB-MA)
  7. Elmano Férrer (PTB-PI)
  8. Fátima Bezerra (PT-RN)
  9. Fernando Collor (PTB-AL)
  10. Gleisi Hoffmann (PT-PR)
  11. João Alberto Souza (PMDB-MA)
  12. João Capiberibe (PSB-AP)
  13. José Pimentel (PT-CE)
  14. Lasier Martins (PDT-RS)
  15. Lindbergh Farias (PT-RJ)
  16. Marcelo Crivella (PRB-RJ)
  17. Paulo Paim (PT-RS)
  18. Paulo Rocha (PT-PA)
  19. Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
  20. Regina Souza (PT-PI)
  21. Reguffe (sem partido-DF)
  22. Roberto Requião (PMDB-PR)
  23. Romário (PSB-RJ)
  24. Simone Tebet (PMDB-MS)
  25. Telmário Mota (PDT-RR)
  26. Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)







Para entender melhor Leia:

As descobertas no pré-sal estão entre as mais importantes em todo o mundo na última década. A província pré-sal é composta por grandes acumulações de óleo leve, de excelente qualidade e com alto valor comercial. Uma realidade que nos coloca em uma posição estratégica frente à grande demanda de energia mundial. De 2010 a 2014, a média anual de produção diária do pré-sal cresceu quase 12 vezes, avançando de uma média de 42 mil barris por dia em 2010 para 492 mil barris por dia em 2014.

Para descobrir essas reservas e operar com eficiência em águas ultraprofundas, desenvolvemos tecnologia própria e atuamos em parceria com fornecedores, universidades e centros de pesquisa. Contratamos sondas de perfuração, plataformas de produção, navios, submarinos, com recursos que movimentam toda a cadeia da indústria de energia.




quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

FILIAÇÃO PARTIDÁRIA

A filiação partidária é o ato pelo qual um eleitor aceita, adota o programa e passa a integrar um partido político. Esse vínculo que se estabelece entre o cidadão e o partido é condição de elegibilidade, conforme disposto no art. 14, § 3º, V, da ConstituiçãoFederal.

Nos termos do art. 16 da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995), só pode filiar-se a partido o eleitor que estiver no pleno gozo de seus direitos políticos.

Para concorrer a cargo eletivo, o eleitor deve estar filiado ao partido há pelo menos um ano antes da data fixada para as eleições, conforme dispõem os arts. 18 e 20 da referida lei (vide art. 9º da Lei nº 9.504/1997).

As informações sobre relações oficiais de filiados a partidos políticos podem ser obtidas no site do TSE, assim como a emissão de certidão de filiação partidária.

De acordo com o art. 7º da Res.-TSE nº 23.117/2009 e o art. 3° do Provimento-CGE n°2/2010, alterado pelo Provimento-CGE n° 5/2010, os partidos podem cadastrar seus representantes para utilização de ferramenta própria da Justiça Eleitoral (Filiaweb) com o objetivo de gerenciar suas relações de filiados (inclusões, alterações e exclusões de registros de filiações).

Acesse o Filiaweb - sistema de filiação partidária.
Por meio desse aplicativo é possível:
·         gerenciar o cadastro de filiados (inclusive com dados facultativos);
·         gerenciar as relações de filiados (oficiais e internas);
·         gerenciar os usuários de partidos políticos;
·         emitir a certidão de filiação partidária pela Internet;
·         consultar as relações oficiais de filiados pela Internet.

Sobre filiação partidária, consulte:



terça-feira, 8 de dezembro de 2015

CEBRAPAZ CONTRA O GOLPISMO


Cebrapaz: contra o golpismo, em defesa da democracia e do Brasil


O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz une-se aos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, aos movimentos sociais e às lideranças ultrajadas pelo crescendo golpista que enfrentamos desde a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, no final de 2014. Entretanto, a perplexidade não nos desmobiliza para o enfrentamento ao retrocesso, à intentona ilegítima e desqualificada de impeachment, fartamente documentada como fraudulenta.
Somamo-nos aos movimentos sociais decididos a resistir e a ocupar as ruas contra os ataques criminosos às conquistas sociais e dos trabalhadores. Além disso, defendemos a democracia de forma determinada, recusando-nos firmemente a aceitar o retrocesso na consolidação da nossa jovem democracia.
Saudamos as iniciativas de mobilização convergente e unificada na defesa da democracia, acima de tudo. Somamo-nos ainda à agenda de atos dos movimentos sociais, que tomarão as ruas no dia 16 de dezembro, numa frente popular e sem medo entre as forças democráticas.
Os golpistas não aterrorizarão o povo na defesa das suas conquistas e na mobilização pela exigência de avanços, por mais direitos e mais democracia. A bandeira da direita e da extrema-direita, tanto no Brasil como na América Latina e no mundo, é a do retrocesso, a da perda de direitos e de soberania nacional, à serviço e patrocinada pelo imperialismo.
O ataque frontal à democracia, em pleno século 21, não triunfará!
No Brasil, na América Latina e no mundo, os povos, unidos, derrotarão o imperialismo, a dominação e o retrocesso, na construção de um sistema justo, de democracia e de paz!
Socorro Gomes,
Presidenta do Cebrapaz

8 de dezembro de 2015