quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

PARTICIPAÇÃO DA PETROBRAS NO PRÉ-SAL: veja como cada senador votou

Participação da Petrobras no pré-sal: veja como cada senador votou

Toda a bancada do PT votou contra a aprovação do Projeto de Lei 131/2015, de autoria de José Serra (PSDB-SP), que desobriga a Petrobras de investir pelo menos 30% de todos os investimentos na exploração do petróleo em áreas consideradas estratégicas para o país. A exceção foi justamente o novo líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que substitui no posto o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), às voltas com a Operação Lava Jato, e se absteve de votar. Depois do anúncio do resultado de plenário, Humberto se disse dividido em razão do fato de o Planalto ter avalizado entendimento conduzido por um grupo de senadores do PMDB que, liderados por Romero Jucá (RR), articulou a aprovação de um texto substitutivo.

Confirmando o que o Congresso em Foco adiantou ontem (terça, 23) em primeira mão, a ampla maioria do PMDB e do PSDB se juntou em acordo para aprovar a matéria, considerada pelo PT como uma forma de privilegiar o capital estrangeiro em detrimento dos interesses da Petrobras. Já os defensores da matéria dizem que, em tempos de dificuldade financeira da estatal, alvejada pelos desvios de corrupção descobertos pela Lava Jato, ela será útil no combate à crise econômica.

Mesmo costurado o acordo, quatro peemedebistas votaram contra a matéria, contrariando orientação de bancada: Edison Lobão (PMDB-MA), João Alberto Souza (PMDB-MA), Roberto Requião (PMDB-PR) e Simone Tebet (PMDB-MS). Ao todo, 11 senadores e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que só vota em caso de empate, não registraram voto – entre eles Ricardo Ferraço (sem partido-ES), relator originário da matéria e favorável à sua aprovação, que está em viagem fora de Brasília. Caso a votação tivesse resultado em empate, Renan teria desempatado o jogo em favor da aprovação do projeto.


COMO VOTOU CADA SENADOR

ABSTENÇÕES
Cristovam Buarque (PPS-DF)
Humberto Costa (PT-PE)
VOTO SIM

VOTO NÃO

  1. Aécio Neves (PSDB-MG)
  2. Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)
  3. Alvaro Dias (PV-PR)
  4. Ana Amélia (PP-RS)
  5. Antonio Anastasia (PSDB-MG)
  6. Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
  7. Blairo Maggi (PR-MT)
  8. Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
  9. Ciro Nogueira (PP-PI)
  10. Dalírio Beber (PSDB-SC)
  11. Davi Alcolumbre (DEM-AP)
  12. Eunício Oliveira (PMDB-CE)
  13. Fernando Coelho (PSB-PE)
  14. Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
  15. Garibaldi Alves Filho (PSDB-PA)
  16. Gladson Cameli (PP-AC)
  17. Hélio José (PMB-DF)
  18. Ivo Cassol (PP-RO)
  19. José Agripino (DEM-RN)
  20. José Maranhão (PMDB-PB)
  21. José Medeiros (PPS-MT)
  22. José Serra (PSDB-SP)
  23. Lúcia Vânia (PSB-GO)
  24. Magno Malta (PR-ES)
  25. Marta Suplicy (PMDB-SP)
  26. Omar Aziz (PSD-AM)
  27. Otto Alencar (PSD-BA)
  28. Paulo Bauer (PSDB-SC)
  29. Raimundo Lira (PMDB-PB)
  30. Ricardo Franco (DEM-SE)
  31. Roberto Rocha (PSB-MA)
  32. Romero Jucá (PMDB-RR)
  33. Ronaldo Caiado (DEM-GO)
  34. Sandra Braga (PMDB-AM)
  35. Tasso Jereissati (PSDB-CE)
  36. Valdir Raupp (PMDB-RO)
  37. Vicentinho Alves (PR-TO)
  38. Waldemir Moka (PMDB-MS)
  39. Wellington Fagundes (PR-MT)



  1. Acir Gurgacz (PDT-RO
  2. Ângela Portela (PT-RR)
  3. Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
  4. Donizeti Nogueira (PT-TO)
  5. Douglas Cintra (PTB-PE)
  6. Edison Lobão (PMDB-MA)
  7. Elmano Férrer (PTB-PI)
  8. Fátima Bezerra (PT-RN)
  9. Fernando Collor (PTB-AL)
  10. Gleisi Hoffmann (PT-PR)
  11. João Alberto Souza (PMDB-MA)
  12. João Capiberibe (PSB-AP)
  13. José Pimentel (PT-CE)
  14. Lasier Martins (PDT-RS)
  15. Lindbergh Farias (PT-RJ)
  16. Marcelo Crivella (PRB-RJ)
  17. Paulo Paim (PT-RS)
  18. Paulo Rocha (PT-PA)
  19. Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
  20. Regina Souza (PT-PI)
  21. Reguffe (sem partido-DF)
  22. Roberto Requião (PMDB-PR)
  23. Romário (PSB-RJ)
  24. Simone Tebet (PMDB-MS)
  25. Telmário Mota (PDT-RR)
  26. Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)







Para entender melhor Leia:

As descobertas no pré-sal estão entre as mais importantes em todo o mundo na última década. A província pré-sal é composta por grandes acumulações de óleo leve, de excelente qualidade e com alto valor comercial. Uma realidade que nos coloca em uma posição estratégica frente à grande demanda de energia mundial. De 2010 a 2014, a média anual de produção diária do pré-sal cresceu quase 12 vezes, avançando de uma média de 42 mil barris por dia em 2010 para 492 mil barris por dia em 2014.

Para descobrir essas reservas e operar com eficiência em águas ultraprofundas, desenvolvemos tecnologia própria e atuamos em parceria com fornecedores, universidades e centros de pesquisa. Contratamos sondas de perfuração, plataformas de produção, navios, submarinos, com recursos que movimentam toda a cadeia da indústria de energia.




quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

FILIAÇÃO PARTIDÁRIA

A filiação partidária é o ato pelo qual um eleitor aceita, adota o programa e passa a integrar um partido político. Esse vínculo que se estabelece entre o cidadão e o partido é condição de elegibilidade, conforme disposto no art. 14, § 3º, V, da ConstituiçãoFederal.

Nos termos do art. 16 da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995), só pode filiar-se a partido o eleitor que estiver no pleno gozo de seus direitos políticos.

Para concorrer a cargo eletivo, o eleitor deve estar filiado ao partido há pelo menos um ano antes da data fixada para as eleições, conforme dispõem os arts. 18 e 20 da referida lei (vide art. 9º da Lei nº 9.504/1997).

As informações sobre relações oficiais de filiados a partidos políticos podem ser obtidas no site do TSE, assim como a emissão de certidão de filiação partidária.

De acordo com o art. 7º da Res.-TSE nº 23.117/2009 e o art. 3° do Provimento-CGE n°2/2010, alterado pelo Provimento-CGE n° 5/2010, os partidos podem cadastrar seus representantes para utilização de ferramenta própria da Justiça Eleitoral (Filiaweb) com o objetivo de gerenciar suas relações de filiados (inclusões, alterações e exclusões de registros de filiações).

Acesse o Filiaweb - sistema de filiação partidária.
Por meio desse aplicativo é possível:
·         gerenciar o cadastro de filiados (inclusive com dados facultativos);
·         gerenciar as relações de filiados (oficiais e internas);
·         gerenciar os usuários de partidos políticos;
·         emitir a certidão de filiação partidária pela Internet;
·         consultar as relações oficiais de filiados pela Internet.

Sobre filiação partidária, consulte:



terça-feira, 8 de dezembro de 2015

CEBRAPAZ CONTRA O GOLPISMO


Cebrapaz: contra o golpismo, em defesa da democracia e do Brasil


O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz une-se aos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, aos movimentos sociais e às lideranças ultrajadas pelo crescendo golpista que enfrentamos desde a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, no final de 2014. Entretanto, a perplexidade não nos desmobiliza para o enfrentamento ao retrocesso, à intentona ilegítima e desqualificada de impeachment, fartamente documentada como fraudulenta.
Somamo-nos aos movimentos sociais decididos a resistir e a ocupar as ruas contra os ataques criminosos às conquistas sociais e dos trabalhadores. Além disso, defendemos a democracia de forma determinada, recusando-nos firmemente a aceitar o retrocesso na consolidação da nossa jovem democracia.
Saudamos as iniciativas de mobilização convergente e unificada na defesa da democracia, acima de tudo. Somamo-nos ainda à agenda de atos dos movimentos sociais, que tomarão as ruas no dia 16 de dezembro, numa frente popular e sem medo entre as forças democráticas.
Os golpistas não aterrorizarão o povo na defesa das suas conquistas e na mobilização pela exigência de avanços, por mais direitos e mais democracia. A bandeira da direita e da extrema-direita, tanto no Brasil como na América Latina e no mundo, é a do retrocesso, a da perda de direitos e de soberania nacional, à serviço e patrocinada pelo imperialismo.
O ataque frontal à democracia, em pleno século 21, não triunfará!
No Brasil, na América Latina e no mundo, os povos, unidos, derrotarão o imperialismo, a dominação e o retrocesso, na construção de um sistema justo, de democracia e de paz!
Socorro Gomes,
Presidenta do Cebrapaz

8 de dezembro de 2015

domingo, 8 de novembro de 2015

A CARNE É FRACA, MAS ENLATADA


Foi venda de carne enlatada, explica o “Nobre” Deputado e presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Esta será a explicação e a defesa apresentada a Câmara para justificar os milhões que movimentou em moeda estrangeira sem declaração à Receita Federal, segundo denúncia já formalizada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A defesa será apresentada ao Conselho de Ética da Casa, onde enfrenta processo por quebra de decoro parlamentar, Cunha dirá que desconhecia a origem do depósito de 1,3 milhão de francos suíços mantidos em nome do deputado em um fundo na Suíça.

Assim sendo, para evitar a cassação de seu mandato, o peemedebista tentará convencer os pares que o montante é relativo à venda de carne enlatada para a África e a operação no mercado financeiro. 

Fonte: http://blogoosfero.cc/crabastos/blog/a-carne-e-fraca-mas-enlatada   

FÁBULA DA FREIRA NA FEIRA FRIA DE FRIBURGO

História Fera esta da Freira que passa Frieira na Feira Fria de Friburgo.

Fora fato fatídico da Freira com a Noviça Feliz.

A Freira fitava-a, desde a mais fina adolescência, a Feliz Noviça da Feira de Friburgo.

A Frieira que a Freira passa a Feliz Noviça fora um fato consumado de fervorosa fornicação no fundo da Feira.

Fofocas da fornicação fervorosa da Freira no fundo da Feira Fria de Friburgo com a Feliz Noviça, que ficou mal Falada.

No fundo escuro da Feira Fria, fria de fato, a frieira foi fungo das falanges da Freira que na fornicação forneceu.

A Freira fez da Feliz Noviça de Friburgo a Freirinha mal falada.

Falações e fofoca sobre a Freira que passa Frieira na Feira Fria de Friburgo que fornece fungos da falange após fornicação com a Noviça Feliz!

Ah! Fria Friburgo não há mais Freiras, não há mais Feiras, fato da fornicação que forneceu frieira a Freirinha que já foi Feliz!


sábado, 22 de agosto de 2015

CORUMBIARA, CASO ENTERRADO SERÁ DEBATIDO NA USP

Após lançamento em Brasília, Corumbiara, caso enterrado será debatido na USP


AGOSTO 22, 2015 - BY ADMIN

Corumbiara, caso enterrado cumpriu mais uma importante etapa: o lançamento em Brasília, na última terça-feira, 18 de agosto, foi o terceiro neste primeiro mês de vida do livro-reportagem que conta a história do chamado “massacre de Corumbiara”. O Balaio Café, na Asa Norte, recebeu pessoas de diferentes áreas de atuação interessadas em saber mais sobre o conflito agrário ocorrido há vinte anos no sul de Rondônia.

Exatamente 30 dias depois do evento de lançamento em São Paulo, já se pode dizer que o trabalho tem cumprido um papel importante no resgate histórico de um capítulo esquecido do Brasil pós-ditadura. Enquanto a maior parte da imprensa decidiu ignorar o “aniversário” de duas décadas do caso, no último 9 de agosto, o livro-reportagem foi um instrumento importante para quem não quis deixar a data passar em branco. Leitores de todo o país têm enviado mensagens de apreço por Corumbiara, caso enterrado, enaltecendo a tentativa de mostrar a complexidade das diferentes versões sobre o caso.

Em julho de 1995, famílias sem-terra ocuparam um pedaço da fazenda Santa Elina, de 18 mil hectares, localizada entre Corumbiara e Chupinguaia, em Rondônia. Durante operação de reintegração de posse iniciada na madrugada de 9 de agosto, doze pessoas morreram – nove posseiros, dois policiais e uma pessoa não identificada. Cinco anos mais tarde, foram condenados três PMs e dois líderes da ocupação. O resumo desta história em um parágrafo é insuficiente. Por entendermos que é preciso ir muito mais a fundo, lançamos Corumbiara, caso enterrado.

Agora, vamos à próxima etapa. O livro será debatido no dia 3 de setembro, às 19h30, na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP). Os professores Dennis de Oliveira e Luciano Maluly, do Departamento de Jornalismo e Editoração, reunirão os alunos para uma conversa com o autor, João Peres, e com o coordenador editorial da Editora Elefante, Tadeu Breda. O evento é aberto ao público. Esperamos vocês!


 Leia também:

Corumbiara, caso enterrado será lançado em Brasília

Livro sobre Massacre de Corumbiara repercute na mídia nacional

Na semana em que ignoramos o ‘massacre de Corumbiara’, outra tragédia nos bate à porta

MESQUITA, H. A. Corumbiara: o Massacre dos Camponeses. Rondônia, 1995. 2001. Tese (Doutorado em Geografia Humana) FFCLH/USP. São Paulo. Acesso em:  http://revista.fct.unesp.br/index.php/pegada/article/viewfile/887/905

FILME "CORUMBIARA - O MASSACRE DOS CAMPONESES"

09 DE AGOSTO 20 ANOS DO MASSACRE DE CORUMBIARA


terça-feira, 11 de agosto de 2015

A LUTA DE CLASSES: Domenico Losurdo

A Boitempo lança o livro A luta de classes: uma história política e filosófica, do marxista italiano Domenico Losurdo. Depois de seu aclamado A linguagem do império: léxico da ideologia estadunidense, Losurdo se volta para o conceito e a prática da luta de classes e sua atualidade diante da atual crise econômica que se alastra, e provoca: “é certo que a luta de classe tenha de fato desaparecido?”

 

A LUTA DE CLASSES: Domenico Losurdo

UMA HISTÓRIA POLÍTICA E FILOSÓFICA

Domenico Losurdo, Boitempo Editorial



A luta de classes acabou? É ela somente o conflito que se verifica na fábrica entre operário e capitalista? Eis algumas reflexões a que nos convida a obra do filósofo italiano Domenico Losurdo. 
Munido de um materialismo histórico que reconhece suas raízes em Hegel e sem abdicar da herança deixada não só por Marx e Engels, mas também aquela de grandes teóricos e revolucionários marxistas, a obra de Losurdo, em doze capítulos de apurado senso crítico, abre-se a um rigoroso debate com importantes expoentes do pensamento filosófico de ontem e de hoje. Percurso, aliás, no qual o leitor é levado a encontrar curiosas afinidades. Jürgen Habermas e Hannah Arendt esposaram o ocaso da luta de classes já sob o capitalismo, o primeiro fazendo ver as conquistas do Welfare State, a segunda sustentando de modo miraculoso e unilateral a função redentora da tecnologia. Mas não teriam sido os liberais Alexis de Tocqueville e J. S. Mill, ainda no século XIX, a lançar a ideia da dissipação das classes por obra do progresso europeu? Para o autor, mais sólidas são as conclusões do Manifesto comunista: a sociedade burguesa não aboliu as classes, apenas “estabeleceu novas condições de opressão” (p.73).
E é a Marx que a obra nos faz voltar para demonstrar que a luta de classes, mais que esvaecida, deve ser declinada no plural. Assim, não faria sentido a oposição entre emancipação e reconhecimento, cara à tese da primazia hodierna da luta feminista, dos afrodescendentes. E nesse quadro plural emerge também a luta nacional, até mesmo em sua dimensão diplomática ou geopolítica. Parte-se das referências de Marx às lutas de independência da Irlanda, do Lenin que se debruça sobre o problema do imperialismo, da Argélia que interessou a Fanon, da China de Mao e Deng. Uma discussão, de fato, essencial ao Brasil de hoje, envolto em acerbadas lutas de rua, mas também em um ciclo de reconhecimento de direitos e ainda em uma nova configuração geopolítica mundial.
Texto de Marcos Aurélio da Silva] Professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Fonte: SILVA, Marcos Aurélio da, Le Monde Diplomatique Brasil, julho 2015, pg. 39.